5.8.12

Os Cinemas de São Paulo II – Av. São João e Região


Dando prosseguimento a este roteiro sobre os cinemas que frequentei nas décadas de 60 e 70, vou agora para o denominado na época como centro novo, iniciando pela Av. São João e região:

Cinespacial – Av. São João 1465 – A sala de exibição era redonda, haviam 3 telas, o projetor ficava no centro e por um jogo de espelhos projetava a mesma imagem nas 3 telas. Fechou em 1994.

(Foto removida a pedido do autor da mesma)

Cine Comodoro – Av. São João 1462 – Cinerama era um sistema de projeção com três câmeras, com uma tela imensa em que a plateia, pelo menos as primeiras filas, ficavam dentro da curvatura da mesma conforme o gráfico abaixo. Os primeiros filmes foram: “Isto é Cinerama”, “As Sete Maravilhas do Mundo”, “Aventuras nos Mares do Sul”, depois como o sistema era muito caro passaram a ser produzidos filmes em 70mm, já com uma só câmera chamado Cinerama 70: “Uma Batalha no Inferno” e “2001 Uma Odisseia no Espaço”. Fechou na década de 90.





Cine Regina – Av. São João 1140 – Foi lá que assisti Intriga Internacional de Hitchcock, sempre passavam filmes bons e sempre tinha fila para compra de ingressos. Fechou na década de 80.

Cine Esplanada – Pça. Julio Mesquita 33 – A partir de 1979 passou a se chamar Cine Atlas. Fechou na década de 80.

Cine Oasis – Pça Julio Mesquita 117 – Este já estava decadente, passando dois filmes na mesma sessão. Hoje é sede de uma seita evangélica.

Na Pça. Júlio Mesquita 175 ficava e ainda fica há 86 anos o “Filé do Moraes”. O prato mais pedido é o filé com muito alho. Há uma filial na Al Santos 1105.



Cine Arouche – Largo do Arouche 426 – Era famosa uma seção da meia noite onde passavam os filmes em lançamento na cidade, só para assinantes. Pagava-se uma quantia mensal e num dia da semana assistia-se a um filme que só passaria comercialmente nos outros cinemas nas próximas semanas. Durou pouco essa modalidade, talvez pela pouca disposição do público em assistir um filme no centro à meia noite em um dia da semana, tendo que trabalhar cedo no dia seguinte. A partir de 1975 foi dividido em duas salas: A e B. Parece que ainda funciona sobrevivendo com filmes pornôs.

Nunca vou esquecer o “Pingão” do Largo do Arouche onde eu costumava parar para uma caipirinha, um Chopp, uma porção de calabresa acebolada ou fritas.

Aos sábados à noite eu saía com alguns amigos para a ronda dos cinemas, naquela época não havia internet, o único lugar que você poderia ver os filmes que estavam em cartaz, eram os jornais, geralmente a penúltima página com os anúncios dos lançamentos e uma listagem de todos os cinemas com os filmes em cartaz em letras bem miúdas. Eu preferia ir diretamente fazendo a ronda, descartando aqueles em que a fila era grande, ou pareciam estarem muito vazios porque no caminho podia-se mudar o rumo para outra diversão, ressaltando-se que era tudo feito a pé, estacionamento no centro sempre foi difícil e caro.

Haviam ônibus para os bairros a noite toda, porque ir de carro?. No meio da ronda podia-se optar por outra diversão: Do Largo do Arouche, subia-se a Rua Rego Freitas e lá no fim à direita quase na Praça Roosevelt ficava o “Som de Cristal”. Tratava-se da gafieira mais famosa de São Paulo, muito fina, era no primeiro andar, subia-se as escadas não sem antes pagar um ingresso que era barato e ser revistado, não era permitido entrar armado. Havia um grande salão com mesas e cadeiras e um balcão de mármore onde se pediam as bebidas e no lado oposto um palco onde se apresentavam artistas brasileiros e internacionais. Eu assisti lá várias vezes a apresentação do Nelson Gonçalves e do Bienvenido Granda, um cantor cubano radicado no Brasil, que sua característica eram os grandes bigodes, era chamado de “El Bigode que Canta” e fazia grande sucesso na época. A Orquestra do Waldemiro Lemke lá se apresentava e o repertório eram sambas e boleros. Eu nunca fui um bom pé de valsa, então raramente dançava, ia lá para ouvir boa música e para paquerar as meninas que lá frequentavam. Infelizmente a casa fechou, foi aberto um bingo no lugar que foi fechado também, não sei o que há lá agora.

Do Largo do Arouche para a Praça da República passava-se pela Rua Vieira de Carvalho, onde no horário comercial havia a “Casa Ricardo”, que vendia bebidas nacionais e importadas e havia uma lanchonete onde serviam lanches em pães pouco comuns naquela época, foi lá que conheci o pão chiabatta. À noite haviam algumas casas gays que naquela época eram frequentadas pelos chamados “entendidos”.

No Largo do Arouche havia uma excelente churrascaria chamada “Dinho’s Place” que rivalizava com o “Rubayat” na Vieira de Carvalho. Com a deterioração do centro, ambas se mudaram para outros locais.

Ainda no Largo do Arouche no nº 336 havia o “La Fregate” do Pierre, um francês pra lá de boa gente, que conseguia administrar durante o dia o restaurante de cozinha francesa e à noite uma boate no mesmo local, ao lado do famoso bistrô “La Casserole” que está lá desde 1954. Infelizmente o Pierre, não mais.

Também no Largo do Arouche existia e ainda existe o restaurante “Gato que Ri” especializado em massas, bom e barato.

Havia também a rede “Galetto’s” com várias casas espalhadas pelo centro, com excelente cozinha especializada em galeto assado e carnes muito bem preparadas, igualmente se retiraram do centro devido à deterioração do mesmo.

Não esquecendo também da “Churrascaria Farroupilha” que ficava na rua Timbiras e além das carnes servia uma linguiça feita lá mesmo que era muito boa, mas apesar das insistências não a vendiam por peso para assar em casa. O dono alegava que se vendesse a linguiça transformaria o restaurante em posto de venda de linguiça, formariam fila na porta e não faria mais nada. E todos concordavam com ele. Faziam também uma costela que raramente se encontra nos dias de hoje. 

No outro lado da Timbiras no nº 607 havia o “Giovanni” de cozinha italiana com um balcão no nível da rua e um restaurante com mesas no subsolo. Faziam as próprias massas e havia quem comprasse para levar para casa embora eu não achasse nada de especial nelas. No balcão o garçom trazia o prato com a massa escolhida já com o molho sobre ela e logo depois passava um funcionário com uma bacia plástica enorme cheia de parmesão ralado e com uma colher despejava uma farta quantidade sobre o prato.

Na esquina da Timbiras com a Pça da República havia um bar e lanchonete, era famoso o sanduiche de pernil e o bolinho de bacalhau que praticamente o dia todo, uma funcionária os fritava moldando-os com duas colheres. Era incrível a quantidade destes bolinhos que vendiam. Na porta havia sempre uma caixa vazia enorme de bacalhau da Noruega para que não pairassem dúvidas sobre a procedência da matéria prima de tais bolinhos. O proprietário, se gabava de ter construído um motel com os lucros da casa e distribuía cartões do novo empreendimento a todos. Há uma casa de sucos no local que nada tem a ver com o antigo estabelecimento, não tem pernil e nem bolinho de bacalhau.

Cine Bijou – Praça Roosevelt 172 – Era um cinema de Arte. Foi lá que assisti “La Voie Lactée de Buñuel que passou com o nome de O Estranho Caminho de San Tiago” em 1970. Passou a se chamar Cineclube Oscarito e encerrou atividades no final da década de 90.



No meio da aberração de concreto chamada Praça Roosevelt havia um supermercado “Eletroradiobrás” que era o único em São Paulo que ficava aberto 24 horas. Então se pintasse algum programa e não tivéssemos as bebidas, o jeito era ir lá e tudo estava resolvido.

Na esquina da Augusta com a Martinho Prado havia o restaurante “Planeta”, ponto de encontro de artistas teatrais e de TV. A TV Excelsior Canal 9 ficava na Rua Nestor Pestana e o atual Teatro Cultura Artística era seu auditório.

Não esquecendo também da “Cantina Amico Piolin” que ficava na Rua Augusta bem ao lado do viaduto em que a Praça Rooselvelt ficava em cima.

Lembrando do “Bar Estadão” que fica no Viaduto Nove de Julho 193, há mais de 35 anos servindo um dos melhores lanches de pernil da Cidade de São Paulo. Sempre foi uma alternativa excelente na madrugada. Chama-se Estadão porque no prédio ao lado ficava a redação e impressão do jornal “O Estado de São Paulo”

Na Rua Major Sertório 192 situa-se ainda hoje a “Casa Aerobrás” que comercializa kits para montar miniaturas de aviões e navios, aeromodelos, trenzinhos elétricos, autoramas e artigos para maquetes.  Para olhar suas vitrines, reserve uma hora completa e não conseguirá ver tudo.

Cine República – Pça da República 46 – Cinema muito antigo, nos anos 30 era o cinema da elite, passavam-se lá os filmes dos jogos de futebol da década de 50, antes da existência da TV. Foi lá que assisti “O Agente da Uncle”. Foi o primeiro cinema a passar Cinemascope. O prédio foi demolido e há um estacionamento no local.

Trabalhei 12 anos no Edifício José Maria Whitaker na Praça da República 468, então tive oportunidade de conhecer bem a região.

Havia uma rede de restaurantes no centro, chamada “Um Dois Feijão com Arroz” e “La Farina”, ambas as redes pertencentes ao ator e diretor Reginaldo Farias e nos salões eram exibidos cartazes de filmes nacionais. A primeira rede servia pratos de feijão com arroz, virado, tutu, feijoada (disponível todos os dias) etc. e a segunda rede eram pratos da cozinha italiana os mais diversos. Os pratos de feijão com arroz eram de qualidade razoável, e os preços eram muito bons. No La Farina eu gostava do nhoque com polpetone, os pratos eram de excelente qualidade, o único mal é que faziam minha roupa encolher.

Outra rede de restaurantes populares que marcou época foi o “Grupo Sérgio” com várias casas espalhadas pelo centro e bairros. O rodizio de pizzas era muito procurado, muitos se gabavam de conseguir comer mais de 25 pedaços de pizza, ocorre que a pizza era tão fininha que eram necessárias umas quatro para se igualar à massa fina das pizzas de hoje e a linguiça calabresa da pizza do mesmo nome era pra lá de suspeita.

Cine Metrópole – Av. São Luiz 187 – Ficava na Galeria Metrópole. Era famosa a seção da meia noite deste cinema, foi lá que assisti “A Mulher de Palha” com a Gina Lolobrigida que fazia grande sucesso. Encontra-se fechado.

Na Galeria Metrópole havia a Livraria Kosmos, com muitos livros de arte, eu gostava muito de garimpar por lá. Fechou em São Paulo mas continua no Rio de Janeiro. 

Havia lá um restaurante chamado “Chá Moon” que foi o primeiro self-service em São Paulo onde se podia comer à vontade por um preço fixo. Existia naquela época em São Paulo, um grupo de comilões que se vangloriavam de comer cada um duas feijoadas, dois frangos assados, etc. Suas façanhas estavam sempre nos jornais da época. Um dia apareceram no “Chá Moon” comeram tudo o que havia nas gondolas, obrigando o pessoal do restaurante a preparar às pressas comida extra para o atendimento da clientela. Na hora de pagar, perguntaram quanto iriam pagar. O gerente respondeu que pagariam o preço normal como todos, com a condição de não aparecerem mais por lá, porque o restaurante era feito para pessoas normais.

Cine Copan – Av. Ipiranga 220 – Edifício projetado por Niemeyer que em 1957 mais interessado com os projetos de Brasilia entregou a obra para ser finalizada por Carlos Lemos. Hoje há uma seita evangélica no local.



Cine Coral – Rua Sete de Abril 331 – Lá assisti “La Docce Vita” de Fellini, recentemente vi de novo em DVD e não me lembrava mais das cenas e achei que o filme envelheceu. E pensar que na época do lançamento era considerado obsceno! Depois de um período passando filmes pornôs, foi destruído por um incêndio e encerrou atividades no final da década de 90.

Cine Barão – Rua Barão de Itapetininga 255 – Galeria Califórnia – Cinema muito confortável, o prédio foi projetado por Niemeyer e Carlos Lemos em 1951 sendo inaugurado em 1955. Este cinema encontra-se fechado, mas há planos de reabertura.





Na Rua Barão de Itapetininga 275 ficava e ainda fica a “Livraria Francesa” com muitos livros de arte, passei lá muitos momentos agradáveis e algumas vezes saia com algum livro, local que gostaria de ter frequentado mais, mas meu bolso não permitia, naquela época os livros importados eram muito mais caros do que são hoje.

Igualmente na Barão de Itapetininga 88, que é uma galeria, haviam as livrarias “Tecno-Cientifica” e “Calil Antiquária”. A Primeira como o próprio nome sugeria, vendia livros técnicos, o destaque eram livros russos (em português ou inglês), fechou no início dos anos 80. A segunda é um sebo muito bem cuidado e administrado que existe até hoje cuja proprietária eu tenho a honra de citar que foi minha aluna, não me recordo em qual instituição, porque ministrei aulas em várias.

Cine Dom José – Rua Dom José de Barros 306 – Exibia filmes franceses ousados, depois mudou de nome para Cine Jussara. Foi lá que assisti “Moscou contra 007”. Sobrevive hoje com filmes pornôs.

Na Rua 24 de Maio haviam as lojas de discos:
Brenno Rossi que importava discos LP (não haviam CDs naquela época) Levava muito tempo para chegar mas era a única maneira de possuir discos importados. Eu era atendido pelo Vendedor Zezinho, que acabou se aposentando e passei a ser atendido pelo proprietário da loja. Comprei assim lá diversos discos do pianista Floyd Cramer, desconhecido por aqui e muitos discos de Jazz.

Bruno Blois com repertório variado e muitos discos importados, comprei lá uma boa parte de minha discoteca.

Casa Manon, esta loja vendia instrumentos musicais e discos onde era possível encontrar muitos discos de orquestras.

E as livrarias:
Livraria Siciliano – Que tinha os direitos sobre a obra de Monteiro Lobato, mas preferia não vender as edições originais e sim pequenos livretos com partes da obra. Comercializava bons títulos, comprei muita coisa por lá.

Livraria Saraiva – Com boa variedade de livros, também comprei lá muita coisa.

Havia também a loja de departamentos “Mesbla” na esquina da Dom José de Barros, estava sempre cheia embora comercializasse roupas de gosto duvidoso, móveis, eletrodomésticos, etc. tudo em suaves prestações a perder de vista. Atualmente o prédio está sendo reformado para ser o “SESC 24 de Maio

É lamentável no que se transformou o centro de São Paulo: Inúmeros armazéns com placa de aluga-se ou vende-se, outros transformados em estacionamento onde outrora havia um estabelecimento comercial de sucesso. Pelas ruas viciados em drogas perambulando como mortos vivos, sob as sacadas, moradores de rua acampados, etc. Os comerciantes que bravamente lutam para permanecer no local queixam-se da falta de segurança e da sujeira nas ruas. À noite a situação é muito pior, o risco de ser assaltado é enorme. Esse é o resultado da incompetência administrativa de sucessivos governos que presentearam ao povo paulista o centro da maior cidade da América Latina no estado deplorável em que se encontra hoje.

Cine Ipiranga – Av. Ipiranga 786 – Edifício projetado por Rino Levi, a plateia ficava no primeiro andar, haviam umas escadas em curva em que a iluminação ia decrescendo até a sala de exibição. O prédio foi tombado, mas continua fechado.

Na mesma calçada do Cine Ipiranga, foi aberto o primeiro “Mcdonald” do centro, o povo achava estranho ter que levar a bandeja após o uso a um local onde era despejado o lixo, era comum dizerem: “Você vai ao Mcdonald ?  Cuidado porque agora depois da bandeja te dão um balde e um esfregão para limpar o chão!”



Cine Marabá – Av. Ipiranga 757 – O prédio é da década de 40, originalmente tinha 1835 lugares na plateia que foi dividida em 5 salas, reformado é um dos poucos que continua funcionando.



Ao lado do Cine Marabá, havia o restaurante “Parreirinha” especializado em peixes, frutos do mar e rãs. Na entrada numa vitrine refrigerada expunham várias rãs e parava muita gente porque sempre foi um prato desconhecido do grande público. Mudou-se depois para a Rua Major Sertório, cheguei a ir lá várias vezes até que encerrou atividades definitivamente.

Bar Brahma – Av. São João 677 – Sempre foi um bom lugar para se passar boas horas no início da noite. Tirando um curto período que mudou até de nome, voltou a brilhar e continua uma boa pedida.



Cine Arcades – Av. Ipiranga 808 – Este eu já peguei bem decadente, fechou na década de 70.

Cine Windsor – Av. Ipiranga 974 – Bom cinema nos tempos áureos, foi lá que assisti “Help” dos Beatles. Hoje sobrevive com filmes pornôs.

Cine América – Av. Rio Branco 49 – Peguei já decadente, fechou logo.

Na Av. Rio Branco, quase esquina com a Ipiranga, ficava a “Churrascaria Cabana”, com sua churrasqueira no meio do salão. Foi lá que o Sr. Belarmino Iglesias trabalhou para aprender os detalhes do ofício, antes de abrir a Churrascaria Rubayat.

Cine Premier – Av. Rio Branco 62 – Peguei já decadente, mas deu pra ver alguns filmes bons, hoje há um estacionamento no local.

Avenida Danças – Av. Rio Branco cruzamento com Rua Aurora – Era um local onde pagava-se para dançar. A moça picotava um cartão que ficava com o cliente que depois pagava na saída junto com a consumação. Entrei lá uma única vez, mas logo que entrei saiu uma briga e cruzei com um sujeito esfaqueado, sangrando que se dirigia à saída. Fiquei assustado e saí imediatamente. A casa mudou-se logo depois para a Av. Ipiranga, mas no novo endereço nunca fui.

Cine Augustus – Av. Rio Branco 300 – Inaugurado em 1977, estive lá logo depois, simples mas bem cuidado, mais tarde mudou de nome para Cine Atlas. Encontra-se fechado.

Cine Rio Branco – Inaugurado em 1960 com o filme “Can-Can” com Frank Sinatra, Shirley MacLaine e Maurice Chevalier. Hoje há um estacionamento no local.



Cine Normandie – Av. Rio Branco 425 – Fui uma única vez até lá mas não entrei, ficava um tanto longe, segundo informações sobrevive com filmes pornôs.

Cine Metro – Av. São João 801 – Exigia paletó e gravata nos anos 60, vi lá alguns filmes da Jeanette MacDonald & Nelson Eddy e posteriormente vi lá “Dr. Jivago”. Hoje é uma seita evangélica.



Na Avenida São João havia o “Rei do Mate” que era uma casa de sucos e chá com várias versões de mate. O carro chefe era o Mate com Leite, que tinha a fama de curar ressaca. Eu particularmente nunca fui fã dessa mistura, ia lá sempre para acompanhar alguém.

Cine Ritz – Av. São João 593 – Só passava filmes da United Artists. Há um estacionamento no local.

Cine Rivoli – Av. São João 587 – Tinha uma cortina gigantesca, com 1200 metros de tecido. “A Noviça Rebelde” ficou quatro meses em cartaz neste cinema. Encontra-se fechado.

Cine Broadway – Av. São João 560 – Chegou a ser um dos cinemas mais bonitos de São Paulo, fechou em 1967.

Cine Olido – Av. São João 473 – Ficava numa galeria, aliás foi o primeiro cinema em São Paulo numa galeria e o primeiro a vender entradas numeradas. Continua funcionando em um projeto cultural administrado pela Prefeitura de São Paulo.



Ao lado do Cine Olido tinha uma lanchonete com duas máquinas de café expresso “Gaggia” manuais, o café era tirado puxando-se uma alavanca várias vezes, devem ter sido umas das primeiras na cidade, o café era muito bom, passava sempre por lá com alguma rabiteza para tomar café com chantilly, que era chantilly fresco de verdade e não a mistura de gordura e açúcar de hoje. Há uns dez anos, soube que as duas máquinas foram vendidas muito barato, uma delas não funcionava, mas a outra estava funcionando perfeitamente, pena que não soube antes, porque faria tudo para ter uma máquina destas em casa, apesar de muito grande.

No subsolo do Cine Olido, descia-se uma rampa, aliás duas, porque tinha 2 entradas e estávamos no “Leão D’Olido” um imenso restaurante com um exército de garçons e uma comida variada e deliciosa. Nos dias frios era possível antes de pedir o prato principal, saborear uma deliciosa canja de galinha ou um caldo verde.

Ponto Chic” – Largo Paissandu 27 – O local ainda está lá servindo os mesmos pratos: Mexido, Bauru, Bife a Cavalo, Filé à Cubana etc. O Bauru era o mais pedido, no pão francês leva rosbife, queijo prato e pepino.

Na esquina da Av. São João com o Largo Paissandu, ao lado do Ponto Chic reuniam-se artistas em sua maioria circenses à procura de trabalho e para trocar ideias entre eles. Vi muitas vezes por lá o Genival Lacerda e outros que não me recordo agora.

Cine Ouro – Largo Paissandu 138 – Inaugurado em 1966, antes chamava-se Cine Bandeirantes, Na sala de espera tinha uma réplica de uma rua de Ouro Preto com cópias de esculturas de Aleijadinho. No palco antes do início das sessões um pianista executava algumas músicas em piano de cauda que havia lá. Depois de um período com filmes pornôs, fechou definitivamente.

Cine Paissandú – Largo Paissandú 60 – A sala de exibição era muito alta, para a parte superior subia-se com um elevador. Encontra-se fechado.



Cine Art Palacio – Av. São João 419 – Prédio projetado por Rino Levi. Vi muitos bang-bangs por lá. Depois ficou decadente.



Grandes Galerias - Galeria do Rock – Ficava e ainda fica ao lado do Cine Art Palácio, comprei muitos discos na “Baratos Afins” que trabalhava com LPs novos e usados e sua especialidade era o Rock. Quando comecei a me aventurar em impressões em serigrafia, também frequentei muito essa galeria porque lá haviam várias lojas que gravavam telas e comercializavam tintas. No nº 165 dessa galeria havia uma lanchonete de 2 portugueses, um deles me lembro que se chamava Sr. Fernando, e o pessoal gostava de fazer piadas com ele perguntando se o misto frio iria demorar porque tinha que esfriar a chapa? Ele levava na esportiva e atendia a uma pequena multidão na hora do almoço porque seus lanches eram realmente muito bons. Passei lá recentemente e a loja está fechada, mas sei que não é mais dele há muito tempo.



Cine Marrocos – Rua Conselheiro Crispiniano 352 – Chegou a ser considerado o mais luxuoso da América do Sul. Na sala de espera havia uma bonita fonte luminosa e um bar. Foi o último cinema a exigir paletó e gravata. Deixei de ver muitos filmes lá devido a esta característica. Encontra-se fechado. Há um plano da prefeitura de São Paulo de reabrir este e outros cinemas do centro, mas com a troca de prefeitos no próximo ano, acho difícil que isto se realize. Uma das características da política brasileira é que quem assume trata logo de engavetar qualquer plano de seu antecessor.



Museu do Disco – Esta loja de discos ficava quase em frente ao Cine Marrocos, Era possível garimpar por lá discos há muito saídos de circulação.

Em frente ao Teatro Municipal havia a loja Mappin, era uma loja de departamentos, no sub solo havia uma seção de bebidas muito sortida e em cada andar vendia-se um tipo de mercadoria. Tomava-se um elevador e o ascensorista parava nos andares e anunciava: Primeiro andar, móveis de sala, quarto e cozinha. Segundo andar, eletrodomésticos e bicicletas, e assim até o 7º ou 8º andar, não me lembro mais. Fechava sempre à meia noite e algumas vezes nessa hora ia para lá para paquerar as meninas na hora da saída. Comprava-se bem por lá, até que faliu junto com a Mesbla uma vez que as duas lojas eram do mesmo dono.



Falar do Mappin e não falar do “Guarda Luizinho”, fica faltando algo! Luiz Gonzaga Leite era o guarda que orientava a travessia de pedestres da Rua Xavier de Toledo, ao lado do Mappin, isto por volta de 1975. Ficou famoso por orientar o transito de pedestres com alegria e bom humor, dava até uma caveirinha para aqueles que atravessassem fora da faixa, não sem antes de uma bronca que não era bronca, tal era o seu jeito peculiar de falar em segurança no transito. Se um veiculo, parasse sobre a faixa de pedestres, ele pedia ao motorista para sair e abrir as portas do carro, em seguida convidava o publico a atravessar por dentro do carro. Eu fui um dos que inúmeras vezes parei no local alguns minutos só para ver sua atuação. O transito de pedestres no local hoje, não é metade do que era naquela época!



O “Teatro Municipal” era um local que eu gostava muito de frequentar. Havia o concerto do meio dia com entrada grátis, uma orquestra ou instrumentista tocava uma peça de mais ou menos meia hora. Tive a oportunidade de ver Camargo Guarnieri regendo a Sinfônica Municipal e o violinista Natan Scwartzman que era um virtuoso no Concerto nº 1 de Paganini. Mas nunca consegui ver uma ópera lá.

Leiteria Americana -  Rua Xavier de Toledo 66 – Fazia e ainda faz sanduiches fantásticos, antes ou depois do cinema era parada obrigatória.

Cine Cairo – Rua Formosa 401 – Este eu já peguei bem decadente, passavam sempre 2 filmes, nunca entrei lá por este motivo e pelo local e arredores estarem bem decadentes já naquela época.

Lanchonete 2 Porquinhos – Av. São João entre a Libero Badaró e o Anhangabaú. Tenho dúvidas se o nome era realmente esse, mas era chamado por esse nome devido a existir no local um luminoso de neon onde 2 porquinhos puxavam e disputavam uma linguiça. Era uma lanchonete onde se comprava a ficha do sanduiche desejado e depois retirava-se o lanche num guichê numa divisão de vidro por onde podia-se observar a confecção do lanche. Os lanches não eram lá aquelas coisas, mas eram muito baratos.

Na Avenida Prestes Maia, antes do Viaduto Santa Efigênia em frente ao antigo prédio dos Correios, havia um pequeno bar. Digo pequeno porque dentro dele só cabia o próprio dono, o balcão era virado para calçada onde ficavam os consumidores. Servia apenas caipirinha de limão ou carambola. Já haviam vários copinhos com pedaços de limão ou carambola e açúcar preparados, o balconista perguntava: Limão ou Carambola? Escolhida a variedade, ele espremia a fruta e o açúcar com um pilão e completava o copo com aguardente “Tatuzinho” ou “3 Fazendas” que eram as mais famosas na época. Não havia nada para se comer. Era a Happy Hour de quem estava com muito pouco dinheiro, talvez por isso era muito procurado ficando uma pequena multidão na calçada com o copinho na mão.

Seguindo-se na mesma calçada, depois da Rua Carlos de Souza Nazareth e antes da Senador Feijó, havia uma gafieira que não me recordo o nome. Tinha a particularidade de ter as cadeiras e mesas aparafusadas no chão, depois eu vim saber o porquê. Combinei com um amigo de ir lá numa noite, não me lembro o que ocorreu e eu não pude ir, mas ele foi com outros amigos. Contado por ele, lá pelas tantas fechou uma tremenda briga, garrafas, copos e pratos voavam livremente, só as cadeiras e as mesas que não! Ele conseguiu sair pelos fundos não sem levar uma mordida do cão que guardava o quintal do vizinho onde teve que passar até conseguir sair na Rua 25 de Março.

Em baixo do viaduto do chá construiu-se uma passarela de gosto duvidoso que serviu para diminuir os atropelamentos no vale que apesar de cercado por uma rede alta, sempre havia alguém que tentava atravessar por ali, morrendo atropelado. Com a construção dos tuneis sob o vale essa passarela foi em boa hora demolida e sumiu também o chamado “Buraco do Adhemar” que era uma passagem sob a Avenida São João que sempre se enchia de água quando chovia da mesma forma como se enchem de água os túneis atuais.



O destino agora é o Vale do Anhangabaú onde fazia ponto inicial o ônibus da “Viação São Benedito” que se destinava à Praça da Arvore. Era uma linha exemplar, ônibus sempre limpos e bem cuidados, poltronas estofadas, durante o dia de 5 em 5 minutos passava um. São Paulo já teve um serviço de ônibus de primeira, depois dos sucessivos planos municipais mirabolantes onde a prioridade sempre foi encher os bolsos de alguém em detrimento do passageiro que ficou relegado a mero pagante mal servido.



Ou seguir em frente em direção à Praça da Sé.

Na próxima semana, a Parte III – Pça da Sé e Região

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53 Comments:

At 8:54 PM, Anonymous Silvia Quinze said...

Parabéns e obrigaga por compartilhar tantas memórias que a muito havia me esquecido.

 
At 2:09 PM, Anonymous Anônimo said...

Quando Jesus voltar você vai apresentar a ele este texto como parte da tua vida? Guarde para você suas lembranças, ninguém está interessado em saber como você desperdiçou a sua vida. Você é um mau exemplo e tenho certeza que passará a eternidade queimando no fogo do inferno

 
At 7:51 PM, Anonymous Anônimo said...

haha humano patetico
nao fale por todos eu estou interessado em saber o que ele posta se voce nao esta afin de ver nao leia o blog, eh por isso que vou acabar com a escoria dos humanos e deixar o mundo so para os animais como era antes
os humanos se dizem fieis a deus mas nao sao capases de tratar bem o proximo o cara ai de sima eh um otimo exemplo eu nao desejaria nem o meu pior inimigo imagina um cara q eu nem conhesso ir para o inferno agonizar mas voce eu nao rsisto, espero q vc va pro inferno junto com todos os idiotas que ficam postando isso no bloquer e n tem coragem de mostrar a cara nem o nome eu nao sei como tirar o anonimo ali em cima mas so pra saber meu nome eh redjarvas

 
At 4:48 PM, Anonymous Anônimo said...

A "minha foto" do Cinespacial, ficou muito boa, "mais" foi doada a um outro blog.

 
At 10:47 PM, Anonymous Anônimo said...

Prezado Amigo
Descobri seu blog e fiquei bastante emocionado e feliz! Alguém mais jovem que eu e que curte a São Paulo antiga, a vida despreocupada e feliz de nossa infância, sem tanta vigilância e que nos dava responsabilidade e nos amadureceu rapidamente. Lembro que andava no Studebaker de papai no banco de trás, sem trancas, tranelas ou geringôncias eletrênicas para proteger o garoto "retardado" de hoje. Enfim, são muitas lembranças dos meus hoje 64 aninhos bem vividos, mas gostaria de colocar uma memória minha na berlinda: quem poderia me contra um pouco sobre a rede Hot Dog dos meus anos cinquenta? Para refrescar as memórias, tínhamos uma loja na Rua Augusta, coladinha no antigo Cine Picolino, que é hoje um Teatro, lá embaixo da Augusta, pertinho do Frevo (e não do Frevinho, que ficava na Augusta, quase esquina da Paulista; um segundo, se não me engano, ficava na Av. Santo Amaro, juntinho de um outro cinema que não me lembro do nome e um terceiro, que frequentei muito com mesu pais, pois tínhamos apartamento na divisa entre Santos e São Vicente, e que ficava na praça principal do Gonzaga (acho que José Bonifácio), e onde parávamos no final do domingo, antes de subirmos a serra para voltar a São Paulo, lá pelos seis, sete horas da tarde do domingo e onde comi meu primeiro hamburguer, que ninguém comia, dando preferência ao cachorro-quente a ao suco de uvo forte encorpado (tipo do sul do país - Gramado ou Caxias do Sul) e que compunha com o hamburguer as únicas três ofertas da casa. A carne do hamburguer ficava numa gaveta térmica e num molho espetacular, à base de vinho, creio. Não era frito e uma grande sacada, de cujo sabor não esqueço até hoje, passados mais de cinquenta anos! A rede, de três lojas como já contei tinha listras vermelhas e brancas e um nome simples, Hot Dog em letras azuis, se não me engano, depois de tantos anos. Sumiu como surgiu, em alguns poucos anos e nunca mais ouvi falar de sua receita exclusiva e sabor único, deixando uma saudade de quero-mais e apenas lembranças e memórias saudosas que não consigo "fechar". Será que ninguém compartilha dessa minha lembrança e saudade? Waldemar Ciglioni, filho do saudoso radialista de mesmo nome, professor universitário, publicitário e saudoso dos tempos que não voltam mais. Meu e-mail? vai lá: wciglioni@gmail.com, contatos e novidades serão muito bem-vindos. Abraços aos amigos saudosistas e ao amigo autor desse blog sensacional!

 
At 7:20 PM, Anonymous Anônimo said...

prezado, quem foi o autor da foto do cinespacial?

 
At 11:15 AM, Anonymous jac said...


Morei na região, na década de 1970, quando estudava e trabalhava em São Paulo.
Frequentei os bares, restaurantes e cinemas mencionados no texto.
Guardo saudosas recordações desse tempo mágico,apesar das incertezas causadas pelo regime militar e obscurantismo político vigentes no período.
Na Rua 7 de Abril, havia o Jack in the box, que servia excelente fast-food.
Voltei a morar em São Paulo, na década e 1990, e constatei a decadência ocorrida, principalmente na Rua Augusta, onde residira, lembrando-me do provérbio chinês que recomenda ao homem não voltar ao lugar onde foi feliz no passado.
Tenho uma dúvida: Os restaurantes Um, Dois, Feijão com Arroz e La Farina não eram de Mário Benvenutti, conhecido ator de pornochanchadas da época?
Um abraço aos saudosistas de plantão.

 
At 12:35 PM, Blogger Silvio A. Neves said...

Na época os garçons falavam que a rede "Um dois feijão com arroz" e "La Farina" eram do Reginaldo Farias. Lembro-me do "Jack in the Box" na Rua 7 de Abril, não haviam bancos ou cadeiras, a ideia era que o público fizesse uma refeição rápida e desocupasse o espaço para outra pessoa. Foi um fiasco, chegaram a adicionar bancos mais tarde, mas o público debandou para outros lugares mais confortáveis.
Realmente visitar hoje alguns lugares que gostávamos muito, causa muita decepção, não talvez pelas transformações porque isto é inevitável. Para mim nas raras vezes que volto ao centro fico revoltado com nossos políticos que permitiram que o centro de São Paulo ficasse tão decadente e entregue a drogados e vagabundos inviabilizando o comércio.

 
At 1:05 PM, Anonymous Anônimo said...

Você colocou aqui que, a Padaria ABC seria na rua Domingos de Morais,nº1231...não concordo, pois a Padaria e Confeitaria ABC, ficava (ou fica ainda) logo no inicio da rua Domingos de Morais, esquina com a rua José Antonio Coelho(portanto do lado par) e seu número é no máximo nº300. Abraços - Flavio Rocha

 
At 3:18 PM, Blogger Antonio Ricardo Soriano said...

Você copiou fotos de um blog sobre salas de cinema. No mínimo, você deveria citá-lo como fonte de pesquisa.

 
At 2:43 PM, Blogger GERMÂNIA FL said...

Boa tarde!
Achei lindo o blog, bom para aqueles que se sentem felizes em rever suas memórias, colocadas por alguém que nem conhecemos mas que compartilhou nossa alegria e juventude.
Conheci vários lugares dos que apresentou aqui e todos me trazem de volta aquele sopro suave de outros tempos.
Frequentei no Arouche um restaurante chamado Leão do Arouche, isto lá pelos anos 19771979, não sei bem.
Sou louca para conseguir lembrar exatamente o local, o numero do imóvel.
Será que saberia me dizer, podería me ajudar?
Parabéns, seu trabalho faz muito bem!

 
At 7:40 PM, Anonymous Carlos Gama said...

Excelente, Sílvio!
Saí em busca de uma imagem do Cine Estrela, para compartilhar com amigos o cinema onde vi meu primeiro filme em local público. Mora ali perto e não perdia uma matinée, até 64 quando mudei de cidade.
Parabéns pelo Blog e pelo conteúdo.

 
At 11:49 AM, Blogger Fernando Nomellini said...

Tenho 42 anos e lembro de ir ao Cinerama e Comodoro com meu pai (um ficava em frente do outro) E sempre gostei de ir com ele ao Comodoro. Sala com tela Gigante ! Lembro que fiz questão de ver Jurassic Park lá, e foi minha ultima visita ao saudoso Comodoro.

 
At 10:34 PM, Anonymous Anônimo said...

frequentei a região do centro de s.paulo da década de 1981 e trabalhava como office boy na av paulista , me lembro que ia fazer serviços no centro e me davam 2 passes de onibus , claro que ia a pé ate o centro e com o passe eu ia comer cachorro quente numa portinha que vivia lotada de office boys no largo do café , era uma bandeija enorme com salsicha , cebola e tomate, era uma delicia, até hj faço em casa esse lanche, se não estou enganado o proprietario chamava se sr Domingos, hj temho 48 anos e moro em Campinas , se vc tiver historias noticias deles por favor me fale, um abraço,
Ailton Silva

 
At 6:44 PM, Anonymous Anônimo said...

Muito legal ver histórias e fotos antigas ....Gostaria muito de encontrar fotos antigas do Bairro do Limão, pois é muito difícil....Parabéns pelas postagens!

 
At 11:20 PM, Anonymous Anônimo said...

Parabéns Silvio, por fazer retornar a lembrança de um passado muito feliz, que hoje, em muitos locais, totalmente abandonados e jogados as traças, pelos nossos governantes. Continue com as memórias, pois elas são um elixir para o espírito.

 
At 10:05 PM, Blogger Valter Moreira said...

Muito, muito legal!!!

Só uma correção: o Museu do Disco ficava na Dom José de Barros
e não na Conselheiro Crispiniano, em frente ao Marrocos, como vc escreveu.

 
At 10:00 PM, Anonymous Odilon, de São Paulo said...

O Museu do Disco ficava, sim, na rua
Dom José de Barros, mas depois foi
para a rua Cons. Crispiniano.
O cinema Arcades é o atual Paris...
O Comodoro "e o Cinerama" não eram 2
cinemas, como alguem escreveu. O
cinema se chamava COMODORO, e o processo de exibição "Cinerama".
"La Dolce Vita" dolce...e não
"docce". ou em português, A DOCE VIDA.
O Coral foi inaugurado com o filme "Um Rei em Nova York" do Charles Chaplin. No local existe loja de roupas. O "America" era, antes - o
"Arizona". Não existiam o 'Ritz" e o
"Rivoli". era um só cinema, que teve os 2 nomes...Ritz, passou a Rivoli, e retornou ao nome Ritz...

 
At 6:39 AM, Blogger Silvio A. Neves said...

Agradeço ao Odilon pelo comentário muito importante.

 
At 11:49 AM, Anonymous Anônimo said...

o blog salas de cinema de sp tb pega várias fotos sem dar crédito correto e o seu autor sabe muito bem disso.

 
At 11:04 AM, Anonymous RetrÔ Antigo said...

PARABENS, EXCELENTE !!!

 
At 11:34 PM, Blogger marciojjj said...

Adorei ler suas memórias. Obrigado

 
At 2:04 PM, Anonymous Anônimo said...

tem um palhaço anonimo tambem, crente de merda que da os ultimos trocados para pastores lobos que morreu de inveja de ter lido esta materia tão boa de uma são paulo querida que muito vivie tenho muitas saudades. a este crente idiota que criticou julgou e condenou dizendo que vai queimar no inferno, só resta dar risada de um otario e burro que não viu e nem respeitou a vida no seu cotidiano simples e bonito de uma são paulo que acabou.

 
At 8:02 PM, Anonymous Bert said...

Obrigado! pelo seu blog! Por ler seu relato sobre as suas aventuras em São Paulo, você conseguiu me fazer relembrar de minhas próprias aventuras nesta grande cidade "Selva de Pedra" mas que de uma maneira ou outra fica bem em nossos corações. E ainda me fez lembrar que uma vez tive que fazer um trabalho escolar, sobre companhias aéreas e as grandes tinham seus escritórios na Av. São Luís, e íamos em um grupo 5 alunos do Colégio Madre Cabrini(Vila Mariana), de metro(na primeira linha) até a estação da Sé, e depois a pé de agência em agência para pedir folhetos e material para podermos fazer o trabalho escolar, as vezes ganhávamos mais que pedíamos e era sempre bem vindo para melhorar as ilustrações que tínhamos que apresentar. Belas recordações de um tempo o qual posso dizer"Nós éramos felizes e eu não o sabia".

 
At 9:18 PM, Blogger blog do reginaldo said...

As maquinas Gaggia (funziona sensa vapore) existiam inicialmente no café Mocambo, que ficava ao lado do Giovanni. na calçada fronteiriça às portas de saída do Cine Metro.
À noite a turma da Filosofia, FAU e Politécnica estavam sempre ali.
Na esquina da São João com Ipiranga havia também o Jeca, onde se comia alheiras de pé, no balcão. Do outro lado da São João, em posição diagonal com o Brahma havia um bar onde diziam servir-se o melhor churrasco de pernil da cidade. Ao lado do Marabá tinha, se não me engano, a Leiteria America, onde se comia sanduiches de salsicha com salada de batatas. Nas paredes azulejos muito bonitos.
Na esquina da 24 de Maio havia o Palácio do Livro, uma enorme livraria, vitima constante de roubos por estudantes sem grana para comprar livros que, na época, eram muito caros, principalmente os de arte.

 
At 5:06 PM, Blogger Neuza Lazara said...

Adorei seus comentários, reportei-me a um passado distante mas que ainda permanece vivo em minhas lembranças. Vc falou em livrarias, mas esqueceu de comentar sobre a minha preferida. Livraria Teixeira, R.Marconi, local onde eram realizadas magníficas tardes de autógrafos. Trabalhei lá e tive o privilégio de conhecer Procópio Ferreira, Juca Chaves, Pelé, Lima Barreto, e meu querido José Mauro de Vasconcelos qdo do lançamento do "Meu pé de Laranja Lima".Não sei não mas acho que ainda tem bolinhos de bacalhau no bar da esquina da Republica com Timbiras, ou tvz tenha fechado ha pouco tempo. Confeitaria Dulca da Vieira de Carvalho e Fasano, a primeira continua Fasano fechou. Almanara Rua 7 de Abril e na Vieira também. Inesquecível Boate Oasis shows de Silvio Caldas e Cauby. e mais etc etc etc etc. que pena que tudo se acabou.

 
At 4:00 AM, Blogger Jovino Freitas said...

Passei no tempo... Eu vivi e revivi tudo isso. A narrativa e a ilustração do autor são muito ricas e apontam detalhes significativos de cada ponto citado. A av. São João parou no cine Comodoro e não foi até a Pirani, no edifício Andraus, cujo incêndio traumatizou a cidade? Eu ia muito no restaurante Pelicano, na Praça da República. Também lembrei do curioso Restaurante Giratório, perto do cine Payssandu e da grande loja de eletrodomésticos na Praça da República esquina rua do Arouche. Só lembrei disso tudo porque seu artigo aguçou minha memória. EXCELENTE!

 
At 10:00 AM, Blogger julio cesar lemes said...

muito bom !!!! bem lembrado do guarda luizinho !!!!verdadeira
alma paulista

 
At 2:52 PM, Anonymous Anônimo said...

Muito bom - mas você se lembra de um cinema que ficava na Rua Pedro Américo. Lá, assisti o filme "Império dos Sentidos", nos anos 85

 
At 4:47 PM, Blogger Sidney Martucci said...

Acho que sou um pouco mais velho que tu , pois ainda me recordo e você não citou no seu blog de um cinema na rua Aurora, quase esquina coma a Barão de Limeira de antigo Cine Los Angeles, que também tinha programa duplo e depois nos anos 80 só passava filmes pornôs e ainda durante o intervalo havia um show de stripe tease, com algumas garotas . Mas o mais interessante deste cinema é que após adentra-lo descendo-se uma escada dava em frente a porta de acesso da sala e bem em frente a esta porta no chão havia um buraco tapado com um madeirame, que rangia ao se pisar nele , e que mais tarde vim a saber perguntando a um funcionário que aquilo ali era um poço....; que coisa maluca cara ! <>- já pensou se um cara peso pesado desabasse ali dentro ?Já lá no outro lado da cidade , mais exatamente na Pça da Sé, no lado esquerdo ficavam os cinemas: Cinemundi e Sta Helena ( demolidos na década de 70 , para construção do Metrô ), ai dentro destes cinemas que abriam e começavam as sessões as 9hs da manhã e iam até as 24 hs , as vezes pessoas que faltavam ao serviço, acabavam comendo suas marmitas frias mesmo durante as sessões e era um tal de bater garfo e colher nas marmitas de alumínio da época, com muitos risos e broncas dos demais usuários, eu mesmo presenciei esta cena ilaria . Enfim são fatos da vida de uma cidade, e quer sejam positivos ou negativos existiram e estão registrados nas memorias e fotos da época !

 
At 4:52 AM, Blogger João Marcelo said...

Foi muito bom reviver muitos dos lugares aqui mencionados por vc.
Quando nasci em 1950 minha mãe morava na Av.Ipiranga com a Santa Ifigênia.
Menina ia às matinnés do Cine Rivoli...
Minha mãe comprava comida no Gato Que Ri...
Centro novo e velho era o quintal da minha casa..
Morávamos no 10* andar do n* 1147 da Ipiranga..
Andei muito de bonde...e muito a pé quando menina por lá.
Muito do descreveu aqui conheci...gostei muito legal.
Depois de moça fui morar na Av.Jabaquara,,,perto da lanchonete do Osnir.
Na mesma quadra...perto de uma padaria,,,uma casa de colchão,,,uma lotérica..etc.
Trabalhava eu na Rua das Rosas,,,abaixo da Igreja de Santa Rita de Cássia.(PegPag)..rsrrsrs
Depois mudei-me para a Humberto I,,,esquina com a França Pinto....
Porém era moça que só trabalhava...pouco conheci da vida noturna.
Ah..trabalhei na Brenno Rossi...em frente a Casa Manon...isso no início da década de
1970...resumindo...andei por onde andastes...exceto os divertimentos noturnos.
Fica para a próxima .....quem sabe o centro de SP volte a ser habitável...
Agradeço seu post...me fez bem...abraços fraternos.( Yra doce...mãe do João Marcelo)

 
At 9:29 AM, Blogger Roberto Nesil said...

Sensacional

 
At 9:10 PM, Blogger F. CANDIDO said...

Passado magnifico para quem viveu esta bela época, eu vivi!

 
At 10:36 PM, Blogger Allan Salles said...

Aadoooreiiii. Eu frequentei alguns desses lugares ...eu era muito garoto . Tipo 16 anos . Mas me lembro de todos esses lugares lindos ..Faltou o Salada paulista . Não sei se vc conheceu .ficava na Ipiranga . Enfim ....muito obrigado por refrescar Minhas memórias de adolescente !!!! PARABÉNS Pela pesquisa tbem. ABRAÇOS

 
At 12:03 PM, Blogger Samir Ismael said...

Show de bola!! Cresci nestes cinemas já na década de 80. Só observei um erro, quanto ao cine árcades, ele não fechou como VC disse, meu pai era gerente dele ate 91. Ele depois por volta de 94 mudou de nome para cine Paris (a empresa dona se chama paris filmes) e ate hj continua aberto, porem decadente como VC retratou exibindo filmes porno. Abraço!

 
At 12:00 PM, Anonymous Anônimo said...

Viajei agora de volta ao meu passado vivido no Jabaquara, mais precisamente, morava na Av. General Valdomiro de Lima, aonde fica o 35º Distrito Policial, nos anos 70 e 80, quando era ainda um adolescente. O Cine Maringá, eu frequentava sempre as seções de domingo, pois era menor de idade, e quando sempre passavam filmes para essa idade, pois o cine tinha sempre, durante a semana, filmes de sacanagem ... rsrsrs A molecada adorava passar sempre em frente ao cine para poder admirar os cartazes dos filmes pornôs que iriam ser exibidos... (santa ingenuidade) Estudei no Colégio Jabaquara e também no Arquidiocesano,onde fiz o colegial. Perambulei por vários lugares ai pelo Jabaquara, Bosque da Saúde, Cidade Vargas,São Judas, etc. Muitas saudades desta minha infância, à qual aflorou depois de ler esse blog. Um grande abraço ao seu idealizador, parabéns por poder deixar gente assim como eu, não esquecerem seus dias de infância. Obrigado RALF.

 
At 2:18 PM, Blogger bugleader said...

Muito bom o post, primeiro quero parabeniza-lo pelo trabalho, depois quero aproveitar e fazer uma pergunta, onde ficava o cine avenida? (ou ele oficialmente tinha outro nome e avenida era apenas apelido, lembro de uma historia que neste cinema o Mazaroppi estreava praticamente todos os seus filmes, eu achei que era o cinema proximo a Galaria do Rock, mas passei lá estes dias e vi que era o Cine Art... dei uma pesquisada via google mas não achei nenhuma referencia ao assunto, se alguém puder me dar uma luz eu agradeço. Tenho a intenção de tirar algumas fotos do local (se o prédio ainda existir)

 
At 4:51 PM, Blogger Sidney Martucci said...

BUGLEADER :- O cinema em que Mazaroppi estreava seus filmes era o Art-Palácio e inclusive ele aparecia ao vivo nas estreias. Este Cine Avenida que vc procura não tenho certeza de que ainda exista, pois mudei dai de SP em 2012, mas ele fica ou ficava quase na esquina das famosas Ipiranga x São João,bem em frente ao Bar Brahma encostado em outro cinema famoso o Ipiranga. Bem na esquina tem uma lanchonete que vende sucos e sanduíches, o imóvel colado a esta lanchonete é o prédio do Cine Avenida.

 
At 5:36 PM, Blogger Oreste Pentagna said...

Ficou faltando o cine Jussara na rua 24 de maio.

 
At 7:52 AM, Blogger Sidney Martucci said...

Caro Oreste Pentagna, o Cine Jussara citado por você , na realidade ficava na rua Dom José de Barros, acho que você confundiu porque existe ainda até hoje uma Galeria que sai da 24 de Maio e dá acesso a rua Dom José de Barros, quase encostado no cine Jussara. Foi ai neste cinema que eu na década de 60 e pouco assisti ao filme " Os Reis do Iê,Iê,Iê " ( A Hard Days Nigth ) com os Beatles, era uma gritaria só dentro do cinema dos moleques e das meninas, o centro de São Paulo naquele tempo era muito melhor do que hoje em dia, que se deteriorou e por isto mesmo perdeu todos os cinemas para os shoppings. Valeu !

 
At 1:48 PM, Blogger Marcos Lima Lima said...

Sr. Silvio Neves, bom ano novo de 2017 !

Meu nome é Marcos Lima, sou alagoano de Anadia e moro em Maceio desde 1977, quando voltei de São Paulo, onde vivi de 1961 até 1977.
Tenho muita coisa para falar desta cidade que na época era bem tranquilo viver. Posso falar também dos cinemas onde fui operador cinematográfico pela Companhia Serrador. Fui Garçon, ambulante, Operador Cinematografico na Lider Cinematografica. Fiz muitas coisas para sobreviver na cidade grande. E voltei com fui, de cara lisa, com é a cara do assalarido, mas cumpri minha missão em terra paulistanas com dignidade e pelo menos, aprendí a viver. Em Maceió, é outra realidade, onde construi familia e me dedico a cultura popular de Alagoas e do Nordeste. Breve, gostaria de contato com o amigo. Abraço Marcos Lima. E-mail: marcoslimafolclore@gmail.com
Obs: Tenho história para contar do maior cinema que São Paulo já teve: o Cine Piratininga, Av. Rangel Pestana, Brás.E por fim, saudade do Cine Comodoro, com o esplendor do Cinerama e película de 70 m/m e som Dolby Stereo

 
At 8:21 AM, Blogger Sidney Martucci said...

Então obrigado caro Marcos Lima, provavelmente eu assisti algum filme aonde você era o operador das máquinas de exibição, sim o Comodoro Cinerama era algo espetacular. Um grande 2017 para você ai em Alagoas !

 
At 10:40 AM, Blogger Durval Eduardo said...

Sr. Antonio, isso aqui não é nenhum TCC ou trabalho de escola e se fosse mereceria um dez e daria um zero com louvor às suas criticas..

 
At 9:48 AM, Anonymous Giulio Cesare said...

Muito bom ! Grandes lembranças ! Frequentei muito a região na década de 70. Antes, ainda criança, ia com meus pais e lembro-me de assistir no cine Rivoli "O Cavalinho Branco", estrelado pelo cantor mirim JOSELITO; ou no cine Normandie " Suplício de uma Saudade", daqueles filmes que devem ser assistidos acompanhados de um lençol, de tão tristes e que uma criança evidentemente não iria gostar. Lembro também da primeira vez que me levaram ao Comodoro, para assistir " Velas ao Vento" (há pouco tempo descobri que é um filme norueguês e por isso sumiu); os estrondos causados pelo som espetacular do cinema,quando no filme haviam batalhas com tiros de canhão,me deixaram com tanto medo que passei quase todo o tempo de projeção "escondido" debaixo da poltrona e acabamos por sair do cinema lá pela metade da fita. Quanto ao cinema que você chama de Arouche, teve esse nome só em sua fase final, era o cine PIGALLE (onde, já nos anos 70, assisti a " Chamam-me Trinity", o primeiro da série com Terence Hill. Fui muito também ao "Gato que Ri" e o "Salada Paulista" (este, se não me engano, na Av. Ipiranga). Doces lembranças !!!

 
At 12:18 PM, Anonymous Linc45 said...

Bom dia! Concordo com aproximadamente uns 95 por cento do que Vc. escreveu. Lembro do esquecimento (na seção relativa a restaurantes) do RESTAURANTE GIRATÓRIO (incrivelmente, os garçons ficavam no meio; e o balcão onde comíamos GIRAVA, bem lentamente, fazendo com que qdo. terminássemos já estivéssemos quase ao lado da saída). Esse restaurante ficava numa ruazinha que sai do Largo Paissandu.
Ainda na mesma linha, havia na Av. São João, na altura da praça Júlio Mesquita, dois estabelecimentos: Salada Paulista e Salada Record; e neles se comia o mais delicioso croquete de carne de são Paulo - só quase rivalizado por aquele que hoje se vende nos Restaurantes Frango Assado (localizados em rodovias). Ao lado, também na S. João, na altura da Pça Júlio Mesquita, havia um cinema no qual - além das pulgas que o infestavam - havia colunas no meio do salão, as quais impediam a visão de alguns frequentadores... Qual era mesmo o nome daquele cinema, não me lembro.

 
At 7:46 AM, Blogger Sidney Martucci said...

Linc 45 essa ruazinha aonde ficava o restaurante Giratório se chama Rua do Boticário, ela saia da av Ipiranga colada ao Cine Windsor e terminava no Lgo Paissandu, quase ao lado do Ponto Chic, o do famoso sanduíche Baurú. Já este cinema que você fala da Pça Julio Mesquita dever ser ou o Oásis ou o Esplanada que eram os dois cinema que tinham por ali , quase com certeza o que tinha duas colunas era o Oásis, na esquina com a rua Vitória, já que para entrar no Esplanda tinha de se subir uma escada !

 
At 6:00 PM, Blogger Fábio said...

O Cine Broadway pertenceu à família Reis, vitimada no célebre castelinho da rua Apa.
Um dos irmãos pretendia se desfazer do cinema e montar um rinque de patinação, conforme havia visto na Europa .Devido à discordância da mãe e outro irmão, o fato teria gerado brigas que mais tarde acabariam na fatalidade. Isso segundo uma das versões.

 
At 8:23 PM, Blogger Dexter said...

Que beleza ver estas fotos, e seus comentários me levaram de volta ao passado e a todos estes cinemas que frequentei, valeu pela memória resgatada!

 
At 4:38 AM, Anonymous Anônimo said...

A loja de departamentos na esquina de Arouche e Praça da República era a Cássio Muniz

 
At 5:01 AM, Anonymous Anônimo said...

O Cine Pigalle foi dividido e mudou o nome para Cine Arouche no final dos anis 70.

Entretanto, essas duas salas eram muito bem frequentadas durante os anos 80, quando o centro já estava decadente.

Isso porque só passavam filmes de arte nesses dois cinemas, tanto lançamentos como reprises.

Eu morava na Avenida Higienópolis e todos os sábados e domingos ia caminhando até o Largo do Arouche para ver filmes no Cine Arouche.

Foi aí que conheci e me apaixonei por Woody Allen, Carlos Saura, Irmãos Taviani, Kurozawa, etc...

Quando vi Cinema Paradiso, Tornatore 1988, não pude deixar de lembrar do Arouche, que teve a mesma importância para mim...

E depois de um bom filme, era a hora de deliciar-me com as comidinhas do Almanara e da Dulca, ali pertinho...

Que pena, tudo acabou...

 
At 5:18 AM, Anonymous Anônimo said...

Delícia de blog, uma viagem no tempo à minha juventude! E você ter lembrado do sebo Calil da Barão de Itapetininga foi demais, pois comprei muito livro com o próprio Sr. Calil.

Algo que acabo de me lembrar foi das Segundas Musicais, às 18h, na escadaria interna do Teatro Municipal. Como o salão nobre do teatro ficava aberto e haviam uns sofás grandes de veludo muito confortáveis ali, eu e muitos outros nos sentávamos para escutar os recitais de olhos fechados. Era uma delícia que só era interrompida pelo ruído que os Hare Krishna faziam na porta do Mappin...

Muito obrigado por esses momentos tão especiais...

 
At 4:21 PM, Anonymous Anônimo said...

Boas!

Muitas coincidências entre nossas lembranças.

O ônibus da Viação São Benedito creio que fazia a linha Planalto Paulista x Libero Badaró.

Um abraço.

 
At 4:41 PM, Anonymous Anônimo said...

Eu tbm sou muito interessada pela história de São paulo e gostei muito do que o rapaz do blog escreveu mas eu sou evangélica e acho que ele devia ter mais respeito com as pessoas não tinha necessidade dele mencionar "seita evangélica"apesar de existir sim eu como cristã sei que existem pastores corruptos, graças a Deus eu não sigo pastores e sim Jesus e que Deus abençoe a vida de cada um

 

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