25.1.08

PRAÇA DA SÉ

Por ocasião de mais um aniversário da Cidade de São Paulo, estou dando início a uma série de postagens sobre diversos logradouros desta cidade, iniciando esta série pelo marco zero, sendo seu entorno outrora o centro das atividades comerciais, econômicas e de lazer da Cidade de São Paulo.
Ao lado esquerdo de quem entra na Catedral, ficava o Cine Teatro Santa Helena, prédio de uso comercial com o cine-teatro no térreo. Projeto do Arquiteto Italiano Corberi teve suas obras iniciadas em 1922 e concluídas em 1925. Por volta de 1933 sediou ateliê dos pintores Francisco Rebolo, Alfredo Volpi, Aldo Bonadei e muitos outros. Sediou também uma célula do Partido Comunista, que foi invadida pela polícia do Estado Novo. Infelizmente só conheci o Cine Santa Helena, já sem ser teatro, em sua decadência, no início da década de 60, mas posso atestar que continuava com sua imponência arquitetônica e sua beleza interior, já os filmes exibidos não posso dizer o mesmo. Mas antes tarde do que nunca!
Do outro lado da praça, na esquina com a Rua Barão de Paranapiacaba, ficava e fica até hoje o Bar e Pastelaria Modelo, onde eu desde os anos 60 sou fã do pastel de palmito, é o melhor de São Paulo ainda hoje, agora um pouco mais encharcado em oleo por conta da substituição do oleo de algodão pelo de soja. No meu outro bloguer: http://entresseio.blogspot.com vou publicar em breve a receita deste recheio de palmito que tanto me solicitam depois de conferir este pastel.

Praça da Sé em 1958, em primeiro plano o edifício que foi demolido para construção do Wilson Mendes Caldeira em meados dos anos 60, edifício moderno com fachada envidraçada que sediava escritórios e o restaurante "Juca Pato" no terreo, que ficava aberto a noite toda, numa época em que podia-se ir ao cinema no centro na sessão da meia noite, sair dele, tomar um lanche e voltar de ônibus por volta das 3:00 horas, sim havia ônibus a noite toda, nas linhas principais geralmente de hora em hora ou a cada meia hora. Foi demolido pouco mais de dez anos depois em decorrência das obras do metrô. Sua demolição foi por implosão, sendo o primeiro edifício no Brasil demolido por este método. Veja as fotos da implosão no Entresseio em postagem de 2006, no link abaixo:

Praça da Sé, Cine Teatro Santa Helena, década de 50

Interior do Cine Teatro Santa Helena, na Praça da Sé, década de 50

A foto é da praça Clóvis Bevilácqua em 1956, nos anos seguintes transformou-se em um imenso terminal de ônibus, ao fundo à esquerda o terminal dos bondes com as linhas 7-Penha, 11-Bresser, 24-Belém. No lado esquerdo entre esta praça e a Praça da Sé ficavam vários edifícios, dentre eles o Cine Teatro Santa Helena e o Wilson Mendes Caldeira.
Para se obter condução rumo ao Jabaquara, a única opção era o bonde na Praça João Mendes, com as linhas 27-Vila Mariana, 23-Domingos de Morais, depois rebatizada para Praça da Árvore e 66-São Judas e também a linha 101-Santo Amaro e na mesma praça em frente ao fórum saiam as linhas 4-Ipiranga, 20-Fabrica, 21-Heliópolis, 22-Cambucí e 32 Vila Prudente. Os bondes eram abertos e tinham um reboque sem motor. Às 18:00 horas partiam lotados com muita gente pendurada no estribo, eu e meu pai, quando íamos ao centro costumávamos aguardar o bonde na Praça Carlos Gomes no ponto em frente ao cine Joia e assim sempre conseguíamos viajar sentados, já com os bondes fechados este expediente não era possível.
A segunda opção eram os ônibus na Praça da Sé de onde saiam as linhas Jabaquara, Vila Mariana, Ipiranga, Fábrica, Mazini, Aclimação e outros. Na Praça Clóvis Bevilacqua saiam os ônibus com destino aos bairros da Mooca, Vila Prudente, Vila Maria, Vila Medeiros e alguns bairros da zona leste, bem como os ônibus da Viação Cometa com destino a Santos e São Vicente, cujo terminal ficava ao lado do quartel dos bombeiros que está lá até hoje. Já os ônibus do Expresso Brasileiro, com o mesmo destino saiam da Av. Rangel Pestana junto ao Parque Dom Pedro, logo após o prédio da Secretaria da Fazenda em um edifício na esquina que encontra-se lá até hoje.
Isto assim funcionava até 1975, quando então foi inaugurada a primeira linha do metrô rumo ao Jabaquara, lembro-me como se fosse hoje, utilizei este transporte logo nos primeiros dias de funcionamento, saia da Praça da Liberdade e se não me engano ia até a estação Saúde, logo em seguida entrando em funcionamento a linha norte-sul como é hoje da estação Conceição à estação Santana, sendo a extensão ao Tucuruvi bem mais recente.
Praça Carlos Gomes em 1964, o cine Jóia era um dos cinemas da Liberdade que só passavam filmes japoneses, o prédio hoje é um estacionamento. Foram os últimos anos de circulação dos bondes em São Paulo, dois anos depois seriam extintos neste local, e em 27-03-1968 com a extinção da Linha 101-Santo Amaro que já funcionava com ponto inicial na Rua Rodrigues Alves, ao lado do Instituto Biológico, seriam extintos definitivamente os bondes na Cidade de São Paulo.

Praça da Sé em 1938: A catedral estava em construção, o centro da praça era um imenso estacionamento, como todo e qualquer espaço no centro naquela época. Iniciava-se a Segunda Guerra Mundial que durou até 1945. Havia racionamento de gasolina e os carros rodavam com um equipamento que permitia movimentá-los com carvão, este equipamento chamava-se gasogênio e era um cilindro gigantesco adaptado na traseira de carros, ônibus e caminhões.
Praça da Sé em 1916: a rua à esquerda é a 15 de novembro e à direita é a Boa Vista, em direção ao Pateo do Colégio, local onde em 25 de janeiro de 1554, o Padre Manoel de Paiva, assistido por José de Anchieta, celebrou a primeira missa no então "Real Colégio de Piratininga", dando origem assim a esta cidade.
No lado direito ao bonde estacionado, que provávelmente era da Linha Santo Amaro, ficavam, como se pode ver, as carroças e charretes que eram os veículos mais usuais na cidade, os automóveis se contavam nos dedos nessa época. A charrete éra o taxi de hoje e a carroça equivalia a uma kombi usada no transporte de pequenas cargas. A operação dos bondes era feita pela Light até 1947, quando então foi fundada a CMTC que passou a operar os transportes de bondes e ônibus na cidade.
Hoje em dia pode parecer estranho, mas naquela época podia-se alugar um bonde para um casamento, batizado ou até funerais, bem como podia-se alugar também um bonde para transporte de materiais de construção ou qualquer outra carga, claro que tudo isto era possível desde que os destinos ficassem ao longo dos trilhos.
Silvio A. Neves

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25.1.07

O PARQUE IBIRAPUERA E O IV CENTENÁRIO

No dia de hoje que São Paulo comemora os 453 anos de sua fundação me veio à lembrança um outro aniversário da cidade exatamente há 53 anos, e não dá para falar do IV Centenário de São Paulo sem falar do Parque Ibirapuera que foi o símbolo das comemorações na época.
No final dos anos 20 o prefeito Pires do Rio decidiu criar um parque na região do Ibirapuera, inspirando-se no “Bois de Bologne” de Paris, mas o terreno era por demais alagadiço, servindo a pasto de bois por ser bastante próximo do Matadouro Municipal.
Aí entrou em cena um funcionário municipal bastante dedicado que plantou centenas de eucaliptos na região com a finalidade de drenar o terreno. Seu nome era Manequinho Lopes que hoje dá nome ao viveiro de plantas localizado no parque.



Parque Ibirapuera em 1890

Mapa do Parque em 1954


Em 1951 o prefeito Armando de Arruda Pereira formou uma comissão para decidir o que fazer com a área do parque e foi entregue a Oscar Niemeyer o projeto arquitetônico, e a Roberto Burle Marx o projeto paisagístico, mas as obras do parque só terminaram em 21 de agosto de 1954, portanto após as festividades do IV Centenário da cidade.



Parque Ibirapuera - Maquete do Projeto Original


Parque Ibirapuera - Maquete aprovada

Nos dias 9, 10 e 11 de julho de 1954 tiveram lugar as festividades de comemoração aos 400 anos da cidade fundada pelos jesuítas em 1554 com um colégio que foi um dos palcos das festividades nestes dias, os outros foram a Catedral da Sé e o Parque Ibirapuera.



Parque Ibirapuera - Pavilhão do Rio Grande do Sul

Parque Ibirapuera - Obras em 1954

Em todos os rádios ouvia-se o dobrado “IV Centenário” do saudoso Mario Zan, que ficou por muitos anos conhecido como o sanfoneiro do IV Centenário. Como morava perto do parque meu pai me levou lá onde havia um stand da Ford, empresa que meu pai trabalhava na época. Eu tinha 8 anos de idade, mas me lembro como se fosse hoje: os lagos de água límpida, os diversos pavilhões, sendo o que mais me impressionou foi o do Rio Grande do Sul, uma grande estrutura sanfonada sustentada por cabos de aço e um pavilhão feito de aço que lembrava um pagode chinês, ficava sobre o lago e o que restou dele ainda pode-se ver sendo usada como uma simples ponte para pedestres.
Num dos dias à noite foi realizada uma chuva de triângulos de papel prateado que foram jogados de aviões da FAB e iluminada por potentes holofotes do Exercito, formavam um bonito espetáculo. Não consegui pegar nenhum, mas lembro-me do meu amigo e visinho o hoje radialista Bene Alves contando que seu pai pegou um. Mais tarde soube que o espetáculo foi patrocinado por Baby Pignatari que era dono de uma metalúrgica na época.


Inauguração do Parque

O prefeito Armando de Arruda Pereira deixou o cargo em 7-4-1953 sendo substituído por Jânio da Silva Quadros que deixou o cargo às vésperas das festividades, mais precisamente em 6-7-1954 para se candidatar a governador, sendo substituído pelo seu vice Porfírio da Paz. Depois dele tivemos novamente Jânio da Silva Quadros, William Salem e Juvenal Lino de Matos que transferiu a sede da PMSP para o parque onde permaneceu até 1992.
Depois da inauguração do parque, por residir perto ia quase todos os fins de semana para lá de bicicleta, portanto assisti de perto a degradação, dilapidação e destruição do maior parque público de São Paulo. Diversos pavilhões tiveram que ser demolidos por falta de manutenção, entre eles o Pavilhão do Rio Grande do Sul que eu tanto admirava.
Daí para diante, os pavilhões restantes foram sendo ocupados por Repartições Públicas, entre eles o do Detran que ficou separado do parque por uma avenida.
Em 2004 quando São Paulo fez 450 anos eu por ingenuidade achei que haveriam comemorações se não iguais mas pelo menos que lembrassem as festividades dos 400 anos da cidade, mas me esqueci que no executivo municipal em 2004 imperava a incompetência administrativa com os assuntos mais básicos e necessários à condução da cidade, tornando portanto inviável qualquer solenidade à altura da data.
Silvio A. Neves

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8.1.07

ORIGEM DOS NOMES DOS BAIRROS DE SÃO PAULO

Entre aspas o significado do nome tupi.
Aclimação-de Jardim d´Acclimation(Paris), abrigou o primeiro zoológico de São Paulo
Água Branca-nome de antigo córrego
Antártica(avenida)-vem de Cia Antártica
Água Rasa-na região o ribeirão Tatuapé era raso
Águia de Haia(avenida)-apelido dado a Rui Barbosa em virtude de seu desempenho em congresso realizado em Haia, Holanda
Ana Rosa-vem de Dona Ana Rosa de Araújo Galvão, que doou herança para a criação do Instituto Dona Ana Rosa que cuidava de crianças abandonadas, depois o nome foi dado ao Largo Dona Ana Rosa
Anhangabaú-rio "dos malefícios, do diabo"
Anhanguera-"diabo velho", apelido dado pelos índios ao bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva
Anhembi-rio "dos nhambus", espécie de peixe
Aricanduva-"lugar onde há muitas palmeiras da espécie airi"; nome da empresa de loteamentos de Ademar de Barros
Artur Alvim-nome do engenheiro que projetou a estação de trem
Barra Funda-na região a barra do Tietê era funda
Barro Branco-nome de córrego que ficava na Invernada(região para pastagem rodeada de obstáculos)
Belém-vem de São José do Belém
Bixiga-de Antônio Bexiga
Bom Pastor(rua)-nome de antigo instituto que cuidava de crianças
Brás-de José Braz
Brás Leme-do bandeirante Brás Esteves Leme
Brasilândia-vem de Companhia Brasilândia, de José Munhoz Bonilha
Bresser-vem de engenheiro Carlos Bresser
Brooklin-vem de Brooklyn de Nova Iorque, em alemão da Idade Média significa ponte pequena
Butantã-"solo duríssimo"
Caiubi(rua)-chefe dos guaianazes
Cambuci-"pote"; tipo de árvore
Cangaíba-"cabeça ruim, dor de cabeça"
Canindé-"arara azul"; "vozerio, gritaria"; "escuro"
Cantareira-prateleira para guardar cântaros(vasos grandes para líquidos)
Campo de Marte-local onde Santos Dumont fazia experiências, em Paris
Campos Elísios-vem de Champs Elysées, em Paris
Capão Redondo-capão é uma porção de mato isolado
Carandiru-vem de candiru, peixe de água doce; nome de antigo córrego
Casa Verde-vem de meninas da casa verde, e depois de Sítio Casa Verde; tal sítio era propriedade de umas meninas que moravam na rua do Rosário(atual Quinze de Novembro) em uma conhecida casa verde
Catumbi-"mato cinza pardacento"
Caxingui-espécie de planta; rato do banhado
Cerqueira César-ex-governador de São Paulo
Chico Pontes(rua)-antigo comerciante
Chora Menino-achava-se que podia ser o choro de uma criança, mas provavelmente eram gatos no cio ou o barulho do vento em eucaliptos
Cidade A E Carvalho-nome de construtora
Cidade Dutra-vem de Eurico Gaspar Dutra
Cidade Líder-nome da empreendedora de Francisco Munhoz Bonilha(Líder Empreendimentos)
Conceição(est. de metrô)-vem de Parque da Conceição, de Vila Conceição(nome antigo do bairro), anteriormente de Nossa Senhora da Conceição
Conceição(avenida da zona norte)-vem de Estrada da Conceição, que ligava à Freguesia da Conceição de Guarulhos
Congonhas-vem de Visconde de Congonhas, apelido do 1.o governador de São Paulo que nasceu nessa cidade mineira
Consolação-vem de Nossa Senhora da Consolação
Cumbica-"nuvem baixa"
Curuçá-maneira como os índios diziam cruz
Cupecê-"fronte da borda da mata", nome de antigo sítio
Cursino(avenida)-de André Cursino
Dr. César(rua)-vem de engenheiro Luiz César do Amaral Gama
Ermelino Matarazzo-filho do conde Francisco Matarazzo
Freguesia do Ó-vem de Caminho de Nossa Senhora do Ó; as freguesias eram os bairros que ficavam nos arredores da capital(que se restringia ao centro) e que receberam essa denominação até a época da proclamação da república
Gasômetro(rua)-local de onde saía o gás para os lampiões
Grajaú-cesto fechado para transportar galinhas e aves; aparelho para conduzir louça de barro; aparelho para conduzir peixes; cidade e rio no Maranhão
Guaianazes-nome de antiga tribo indígena
Guapira(avenida)-"começo do vale"; "cortado"
Guarapiranga-"lagoa vermelha"; nome de antiga aldeia indígena
Guaru-"comedor", nome de antiga tribo indígena
Heliópolis-cidade do sol
Ibirapuera-"madeira podre"
Iguatemi-rio "sinuoso"
Inajar de Souza(avenida)-jornalista e repórter policial, conviveu com bicheiros do Rio de Janeiro e encontrou-se com Che Guevara
Interlagos-entre lagos
Ipiranga-rio "vermelho, barrento"
Itaquá-"buraco da pedra"
Itaim-"pedra pequena"
Itaim Bibi-vem de Itaim do Bibi, apelido de Leopoldo Couto de Magalhães
Itaquera-"pedra adormecida"; "pedra dura"
Imirim-rio "pequeno"
Indianópolis-vem de Indianápolis(EUA)
Jabaquara-"rocha"; "buraco"; "lugar dos refugiados"Jacuí-rio "dos jacus"
Jaçanã-ave de peito vermelho que vivia perto do rio Cabuçu
Jaguara-"onça pintada"; vem de Barão de Jaguara, apelido de político influente dos tempos do Império e pai do loteador
Jaguaré-"lugar onde existe onças"
Jaraguá-"senhor do vale"; "morros que dominam os campos"; "água que murmura"
Jd. América-nome de esposa de um inglês fundador do bairro; de Cia Edificadora de Villa América
Jd. Anália Franco-nome de educadora atuante na região
Jd. Angela-vem de dona Angela(mulher do loteador); de Santa Angela
Jd. Avelino-de Gustavo Avelino
Jd. Brasil-vem de Companhia Agrícola e Imobiliária Brasil
Jd. Europa-vem de Sociedade Anônima Jd. Europa
Jd. França-de Cia Franco Paulista da Água Fria
Jd. Guedala-vem de Herbert Guedala(um dos primeiros presidentes da Cia City)
Jd. da Glória-vem de Chácara da Glória
Jd. Irene-em grego significa da paz
Jd. Peri-vem de Peri Ronchetti
Jd. Peri-Peri-"junco, brejo"

Jd. São Bento-vem de Mosteiro de São Bento
Jd. São Paulo-vem de Villa Paulicea, nome de antiga estação de trem e de bairro vizinho
Joaquina Ramalho(avenida)-filha do Barão de Ramalho
José Bonifácio-de José Bonifácio de Andrada e Silva, patriarca da Independência
Júlio Buono(avenida)-filho de Francisco Buono
Jurubatuba-"muitos jerivás"; espécie de palmeira; primeiro nome do rio Pinheiros, que recebeu o atual nome em 1950
Lajeado-vem de Santa Cruz do Lajeado
Ladeira da Memória-em memória ao governo provisório de São Paulo que fez obras importantes na região
Lapa-gruta, vem de Nossa Senhora da Lapa
Largo da Pólvora-vem de Casa da Pólvora
Lausane-vem de Lousanne, cidade suíça onde nasceu o loteador
Liberdade-nome dado a uma rua na época da abdicação de D. Pedro I(1831); nome dado ao antigo Largo da Forca quando se extinguiu essa pena de morte; diz-se também que o nome foi reforçado durante a época da abolição dos escravos(1888)
Limão-primeiros moradores encontraram pés de limão bravo
Luz-vem de Nossa Senhora da Luz
Mandaqui-rio "dos mandis", espécie de peixe; nome de ribeirão da região
Maria Cândida(rua)-esposa de Guilherme Praun da Silva(loteador do bairro)
Marsilac-vem de engenheiro Marsilac
M´Boi Mirim(avenida)-"cobra pequena", nome de estrada e córrego
Moema-"mentira, falsidade"
Moinho Velho(no Ipiranga)-havia na região um moinho de trigo
Mooca-"faz casa"
Morumbi-"colina verde"; "mosca verde"; "lugar de lutas"
Mantiqueira-"lugar em que a chuva goteja"
Mutinga(avenida)-nome de ribeirão
Paes de Barros(avenida)-vem do nome do fazendeiro Rafael Aguiar Paes de Barros
Paraíso-vem de Chácara do Paraíso
Parelheiros-de parelha de cavalos
Parque Bristol-cidade inglesa
Pedro Doll(rua)-proprietário de uma fazenda que ficava em Santa Terezinha
Penha-vem de Nossa Senhora da Penha
Perdizes-vem de Quintal das Perdizes
Perus-"pôr-se apertado"; Nhá Maria morava na área e criava perus
Pinheiros-vem de Nossa Senhora dos Pinheiros, e depois de Bosque dos Pinheiros
Pirituba-"vegetação de brejo"
Pari-cerca de taquara para pescar
Parque do Carmo-vem de Nossa Senhora do Carmo
Parque São Lucas-vem de Luccas, família loteadora do local
Pirajussara(avenida)-"peixe que trava"; "peixe que dá coceira"
Piratininga-"peixe seco", as cheias secavam e os peixes ficavam no solo
Pacaembu-"arroio das pacas"
Panambi-"mariposa", nome de antiga fazenda
Parque Edu Chaves-nome de antigo aviador e amigo de Santos Dumont
Parque Novo Mundo-vem de Cia Predial Novo Mundo, do Banco Novo Mundo e que loteou também o Jd. São Paulo
Parque Peruche-vem de José de Paula Peruche
Piqueri-"animal de pequeno porte"
Pompéia-vem de Aretusa Pompéia(esposa do dono da maioria das terras)
Ponte Rasa-vem de Ponte Baixa, depois de Vila Ponte Rasa
Raposo Tavares-bandeirante Antônio Raposo Tavares
Sacomã-vem do nome da família loteadora do local e que possuía uma cerâmica(Sacoman)
Sapopemba-"raiz chata, muito enterrada"
Santana-mãe de Maria e avó de Jesus
Santa Cruz(est. de metrô)-vem de Capela de Santa Cruz
Santa Ifigênia-filha do rei Eglipo e da rainha Ifianassa da Etiópia
Santo Amaro-vem de Aldeia de Santo Amaro
São Domingos-vem de São Domingos Sávio, nasceu na Itália e era colaborador na obra salesiana; o proprietário do Banco Novo Mundo que loteou o bairro era Domingos Fernandes Alonso
São João(avenida)-vem de São João Batista
São Mateus-de Mateus Bei, italiano loteador do local
São Miguel Paulista-vem de São Miguel Arcanjo
Saúde-vem de Nossa Senhora da Saúde, e depois de Bosque da Saúde
Sé-igreja matriz
Socorro-vem de Nossa Senhora do Socorro, e depois de Capela do Socorro
Sumaré-tipo de orquídea
Taquari(rua)-"bambu fino e pequeno"
Tatuapé-"caminho do tatu", nome de antigo ribeirão
Tietê-rio "verdadeiro, profundo"
Tremembé-"brejo, lamaçal, pântano"
Tamanduateí-"lugar dos tamanduás"; "rio de muitas voltas"
Trianon-salão para reuniões dançantes que ficava no belvedere Trianon
Tucuruvi-"gafanhoto verde"; "taquara verde"
Vergueiro-de José Vergueiro
Vila Alpina-vem de Alpes
Vila Andrade-vem do nome do banqueiro e dono da Chácara Andrade, Agostinho Martins de Andrade
Vila Anastácio-vem de Chácara do Anastácio
Vila Bancária Munhoz-do bancário Francisco de Munhoz Bonilha
Vila Carrão-de Conselheiro Carrão
Vila Gomes Cardim-loteador do bairro, jornalista, advogado e político
Vila Gustavo-vem de Gustavo Backhauser
Vila Maria-sugestão de Eduardo Cotching(um dos loteadores)
Vila Mangalot-de Cia de Terrenos Mangalot
Vila Medeiros-de Francisco de Medeiros Jordão
Vila Nhocuné-vem de Senhor Coronel, como os escravos queriam chamar o seu dono
Vila Guilherme-de Guilherme Praun da Silva
Vila Ema-de Emma Nothman
Vila Hamburguesa-proprietário do sítio era de Hamburgo(Alemanha), e gostava da cerveja Hamburguesa
Vila Matilde-nome da filha da proprietária da gleba de terra, dona Escolástica Melchert
Vila Nova Cachoeirinha-a cachoeira ficava próximo onde hoje é a maternidade, na Inajar de Souza
Vila Olímpia-cidade grega
Vila Penteado-vem de Seu Penteado, antigo proprietário de terras no local
Vila Prudente-de Prudente de Morais
Vila Ré-vem de João Ré
Vila Romana-de Roma, cidade natal do loteador
Vila Sabrina-nome de artista ilaliana de passagem pelo Brasil
Vila Leopoldina-vem de Imperatriz Leopoldina; vem de Leopoldina Kleeberg(sócia da empresa loteadora)
Vila Madalena-de Madalena, cujas irmãs Ida e Beatriz também eram filhas de um fazendeiro
Vila Mariana-esposa de Alberto Kuhlmam, engenheiro da Cia Carris de Ferro que deu o nome a uma das estações de bonde a vapor que ia até Santo Amaro; outra versão: junção de Maria e Ana, esposa e mãe de Carlos Petit, um dos moradores mais importantes
Vila Formosa-nome antigo de Ilha Bela
Vila Císper-nome de antiga indústria de garrafas
Vila Buarque-do engenheiro Manuel Buarque
Vila dos Remédios-vem de Nossa Senhora dos Remédios
Vila Sônia-nome de uma filha dos proprietários
Vinte e Cinco de Março(rua)-data da primeira constituição do Brasil(1824)



Isto eu copiei do bloguer: (http://curiosidadesdesaopaulo.blogspot.com)
Para quem gosta do assunto vale uma visita por lá..


Eu apenas copiei a relação, não fiz qualquer pesquisa para atualizar ou corrigir o texto acima, apesar de bastante abrangente, há a ausência de bairros importantes. Acho que é possível completar a relação, conto com antigos moradores, pesquisadores, etc.
Silvio A. Neves

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